sábado, 14 de março de 2015

PORTO DE PARANAGUÁ COMEMORA 80 ANOS

                                                                     ANIVERSÁRIO
Porto de Paranaguá: de porta para a colonização a escoadouro de mercadorias
O Porto de Paranaguá comemora 80 anos. História do local remonta ao Brasil Império
A baía de Paranaguá, ao longo do século 16, foi uma das principais portas para europeus, que iniciavam a ocupação do atual território paranaense. Se no passado o local exerceu importante papel para a chegada dos primeiros “homens brancos” na região, é nessa mesma baía que quatro séculos depois encontra-se um dos principais portos do Brasil, o de Paranaguá – que completa 80 anos na próxima terça-feira.
Local reflete os ciclos econômicos do país
Vinte anos depois da sua inauguração, o Porto de Paranaguá já movimentava mais de 500 mil toneladas de mercadoria – nessa época a madeira era uma das principais matérias-primas que passavam pela zona portuária. Foi, inclusive, o ciclo madeireiro que sustentou e motivou o desenvolvimento do Porto de Paranaguá por 35 anos.
Saiu a madeira e entrou o café. Em 1965, o porto conquistou o título de “Maior Exportador de Café do Mundo”, quando atingiu a marca de 6 milhões de sacas embarcadas e totalizou 1 milhão de toneladas de cargas gerais movimentadas.
O aumento do volume de cargas exigiu que o acesso ao porto – realizado essencialmente pela Estrada da Graciosa – fosse modernizado. Foi quando teve início a construção da BR-277. Três anos depois, a pista dupla da rodovia foi entregue, modernizando os acessos ao porto. Em 1971, foi criada a autarquia que iria administrar os portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
A trajetória do porto remonta a 14 de agosto de 1872, quando foi assinado um decreto imperial concedendo ao grupo formado pelos empresários José Gonçalves Pêcego, Pedro Aloys Scherer e José Maria da Silva Lemos o direito de construção e exploração de um porto no local. O objetivo era dar condições de atendimento aos fluxos de mercadorias que seriam transportadas até a cidade. A concessão chegou ao fim com a Proclamação da República, em 1889.
Só algumas dezenas de anos depois, um decreto de 1917 determinou que as obras de melhorias do porto, então batizado de Porto Dom Pedro II, fossem assumidas pelo governo do Paraná. A intervenção previa a abertura de dois canais de acesso, a execução de 550 metros de cais acostável e 2.486 metros de cais de saneamento, além de armazéns e depósitos.
Era o passo inicial para a inauguração de um novo e definitivo porto para o estado. No dia 17 de março de 1935, o novo Porto de Paranaguá foi inaugurado oficialmente com a atracação do navio-escola da Marinha “Almirante Saldanha”.
Canal
Em 1973, iniciaram-se os estudos para a construção de um canal artificial de acesso ao porto – o Canal da Galheta. Com o novo canal, com 12 metros de profundidade, o porto passou a ser capaz de receber navios com até 10 metros de calado e mais de 50 mil toneladas de carga.
O empreendimento contava com um cais acostável de 400 metros, calado de cinco metros, além de dois armazéns e linhas férreas para guindastes, totalizando uma área cercada de 10 mil metros quadrados. Naquela época, os navios eram abastecidos por meio de canoas a remo e o ponto de espera era a Ilha do Mel.
Outros nomes
Poucos sabem, mas o Porto de Paranaguá já teve outros nomes. Muito antes de passar à administração estadual, foi chamado de “Porto dos Gatos” e “Porto do Olho d’Água” . Em 1917, quando passou para as mãos do estado, era chamado de Porto D. Pedro II.
Área
Hoje, o Porto de Paranaguá possui uma área total de 2,3 milhões de metros quadrados e 4.232 metros de extensão de cais e píeres. Na inauguração, em março de 1935, o porto possuia um cais acostável de 400 metros e 10 mil metros quadrados de área cercada.
Em seu primeiro ano de funcionamento, o Porto de Paranaguá movimentou 91.598 toneladas de mercadorias nos 437 navios e lanchas que atracaram no cais recém-inaugurado. Nesse começo, as cargas que transitavam pelo porto resumiam-se basicamente a produtos primários para exportação e manufaturados importados .
Movimentação
Desde a sua inauguração, em 1935, o Porto de Paranaguá aumentou em quase 500 vezes o volume de cargas movimentadas ano a ano. Em 1935, foram movimentavas 91,6 mil toneladas de carga. Em 2014, a movimentação registrada foi de 45,5 milhões de toneladas.
Data
O historiador Florindo Wistuba relata que desde 1933 o atual Porto de Paranaguá já estava em funcionamento. “Ele passou por ampliações em 1934 e não havia sido realizada nenhuma solenidade. Quando o navio escola da Marinha ia atracar para uma parada técnica, decidiram fazer uma inauguração oficial.”
Portos fazem parte da cidade desde 1550
O historiador Florindo Wistuba relata que toda a história de Paranaguá está ligada a trajetória dos portos. Segundo ele, mal o Brasil havia sido achado pelos portugueses e um porto foi construído na Ilha de Cotinga, na baía de Paranaguá, em 1550. O espaço funcionou até 1570. “Esse porto era usado pelos bandeirantes portugueses que vinham caçar índios”, relata o historiador. Posteriormente, Wistuba explica que foi montado o primeiro porto, o “Nossa Senhora do Rosário”, em terras continentais no início do século 17. “Já no começo do século 19, um outro porto, perto da Rua do Mercado, passou a funcionar. Ele ficou na ativa até meados de 1930, mas recebia apenas embarcações menores”, afirma.
Wistuba explica que esses portos situavam-se em locais distintos de onde hoje é o Porto de Paranaguá. “O atual porto situa-se na mesma região de onde foi construído o empreendimento particular de 1872 (leia ao lado)”, esclarece.
Uma vida dedicada a um porto
Há cerca de 20 dias, Pilson José dos Reis aposentou-se. Dos 73 anos de vida, 58 foram dedicados ao Porto de Paranaguá. “É uma vida”, conclui. Ele conta que tudo que conquistou ao longo dos anos deve-se ao porto. Pilson diz que viu o Porto de Paranaguá ainda engatinhando. “Mudou muito. Não tinha quase nada no começo”, afirma o aposentado, que carrega histórias tristes e alegres do porto.
Diz ter visto colegas de trabalho morrerem devido a acidentes, mas se orgulha dos serviços prestado como fiel do armazém – que tem como funções receber, entregar e zelar pelo bom estado das mercadorias.
Ao longo de quase seis décadas de porto, ele relata que chegou a trabalhar oito dias seguidos. “Era muito trabalho para fazer. Tomava banho e comia por lá mesmo. Uma vez um alemão fotografou o armazém que eu cuidava. Disse que, no Brasil, nunca tinha visto um armazém tão limpo”.
fonte; gazetadopovo.com.br

Gerson Bagé é o novo presidente do Sintraport

Gerson Bagé é o novo presidente do Sintraport
O portuário Gerson do Rosário Antunes, mais conhecido por Gerson Bagé, foi eleito nesta quinta-feira (12) , com 178 votos, o novo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport)

Com a participação de quase 100% dos 331 associados com direito a voto, divididos entre servidores do quadro fixo e comissionados das cidades de Paranaguá e Antonina, o portuário Gerson do Rosário Antunes, mais conhecido por Gerson Bagé, foi eleito nesta quinta-feira (12) o novo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport), ao somar 178 votos. 
O segundo turno do processo eleitoral, mais uma vez, foi conduzido por lideranças da Frente Intersindical de Paranaguá, representando por Carlos Antonio Tortato (Conferentes), Jesiel Fonseca de Souza (Consertadores), Edinei dos Santos (Bloco) e Marcos Ventura (Vigias Portuários), além de representantes da Comissão Eleitoral da categoria.
Da mesma forma que no primeiro turno, a eleição que definiu a nova diretoria do Sintraport, ocorreu de forma tranquila e organizada, diante da sede sindical localizada na Avenida Bento Rocha em Paranaguá.
Das 8 às 18 horas, diretoria e apoiadores de cada uma das duas chapas em disputa recepcionaram os associados que somaram um total de 325 votantes. 
O pleito foi disputado pela chapa 1, encabeçada pelo vice-presidente da Associação da Guarda Portuária e atual secretário do Sintraport, Felipe da Silva Cordeiro contra a chapa 2 presidida por Gerson Bagé.
Encerrada a votação as urnas mostraram a vitória da chapa 2 por 178 votos contra 125 da chapa1. As urnas trouxeram ainda três votos nulos, um em branco e o surpreendente número de 20 abstenções. Com este resultado Gerson Antunes assumirá o comando da categoria pelos próximos anos.
 fonte; jornaldosbairroslitoral.com.br

sábado, 7 de fevereiro de 2015

ELEIÇÃO NO SINTRAPORT



O Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Paranaguá, SINTRAPORT, realizará no dia 04 de março, eleição sindical, com mandato para o próximo triênio.
Foram inscritas 03 chapas,, sendo uma da situação e duas concorrendo pela oposição.
O candidato pela chapa 1, é o Felipe Cordeiro, pela chapa 02 o Gerson Antunes e pela Chapa 3, o Walmir. O novo presidente terá de enfrentar assuntos importantes frente a nova diretoria da APPA. Como o novo quadro de cargos e salários que esta sendo proposta pela Governo do Estado, a migração dos funcionários da autarquia para a empresa pública, perdas salariais, tentativas de terceirização da guarda portuária, garantia de postos de trabalho entre outros temas.
A esperança dos portuários é de um novo sindicato. Forte , renovado, transparente e representativo. É esperar para ver.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

POLIGONAL EM DISCUSSÃO NESTA QUINTA-FEIRA NA CÂMARA MUNICIPAL DE PARANAGUA


       NESTA QUINTA-FEIRA, 05, À PARTIR DAS 09:00 HRS. O SINDICALISTA MARIO TEIXEIRA, ACOMPANHADO DAS DEMAIS ENTIDADES SINDICAIS PORTUÁRIAS DA CIDADE, REALIZARÃO UMA PALESTRA, COLOCANDO A PAR A TODOS OS INTERESSADOS, OS PROVÁVEIS IMPACTOS A CURTO E LONGO PRAZO, COM A MUDANÇA DA POLIGONAL . TANTO  NA MÃO-DE-OBRA LOCAL TÃO COMO NOS RESULTADOS ECONÔMICOS PARA O MUNICÍPIO E REGIÃO.

     PARTICIPEM, POIS ESTE É UM ASSUNTO IMPORTANTÍSSIMO E DEVE SER DO CONHECIMENTO DE TODOS. POIS , A MUDANÇA NO DESENHO DA POLIGONAL PROPOSTA PELO CAP E APPA, COLOCA EM RISCO A ATIVIDADE PORTUÁRIA DOS TRABALHADORES LOCAL E ATENDE A PRINCIPIO, INTERESSES DA INICIATIVA PRIVADA.


SEP prorroga consulta pública para revisão das poligonais de Paranaguá e Antonina



Com vistas a possibilitar maior participação do setor e em atendimento às manifestações ocorridas na consulta pública para revisão das poligonais dos portos de Paranaguá e Antonina solicitando maior prazo para discussão do tema, a Secretaria de Portos da Presidência da República – SEP/PR decidiu prorrogar o prazo para manifestações e contribuições por mais 60 dias, até o dia 06 de abril de 2015. Os interessados poderão enviar contribuições e questionamentos para o email poligonais@portosdobrasil.gov.br. É preciso ressaltar que, conforme art. 84 da Constituição Federal, expedir decretos é atividade de competência privativa da Presidência da República. No entanto, buscando seguir a diretriz de fomentar o desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública, contida no art. 3º da Lei 12.527/2011, que regula o acesso à informação, a SEP/PR passou a incluir mais uma esfera de discussão, a consulta pública, para a edição dos decretos de revisão das poligonais dos portos organizados. No caso dos portos de Paranaguá e Antonina, dada a quantidade e diversidade de instituições públicas e privadas envolvidas na discussão do assunto, além de estender-se o prazo de contribuições, também será realizada uma audiência pública presencial na cidade de Paranaguá/PR no dia 25 de março de 2015 em local e horário a serem posteriormente divulgados, possibilitando a participação mais efetiva da comunidade local, dos trabalhadores portuários, dos terminais e demais interessados. Permitindo-se assim o aprofundamento das questões envolvidas na revisão das poligonais em comento. Em adição, a SEP/PR também está disponibilizando os documentos digitalizados que compõem o processo de nº 00045.000249/2015-93 que trata da revisão das poligonais de ambos os portos. Dessa maneira, reafirma-se a importância da transparência do processo para atender ao princípio de lançar “novas bases para o desenvolvimento do setor portuário nacional, calcadas em regras claras e precisas, que promovam a participação da iniciativa privada com o Estado, na operação dos terminais portuários.”, explicitado na Exposição de Motivos que acompanha a MP 595, posteriormente convertida na Lei nº 12.815/2013, que rege o setor portuário a partir de junho de 2013. Poligonais O desenho da poligonal apresentado pela SEP/PR passou por discussão e aprovação da Administração Portuária e levou em conta as características e o ambiente de atuação do porto, considerando as áreas usadas em suas operações e suas necessidades de expansão a partir dos levantamentos de demanda e oferta contidos nos instrumentos de planejamento, de forma a atender ao disposto no Parágrafo Único do Artigo 15 da Lei N° 12.815/2013. Nele, está estabelecido que os limites devem levar em consideração os acessos marítimos e terrestres, os ganhos de eficiência e competitividade e as instalações portuárias já existentes.

 Fonte: Secretaria Especial de Portos

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

APOSENTADORIA ESPECIAL



A convite da Associação da Guarda Portuária, o Dr. Noa Piatã, realizou uma palestra na tarde do dia 15 de janeiro , no auditório da
Sintraport, onde discursou sobre aposentadoria especial na área portuária.
Por ser um assunto de interesse comum aos trabalhadores portuários, esta palestra foi aberta a todos os funcionários da APPA.
Uma tarde muito produtiva na qual os presentes conheceram um pouco mais de seus direitos, tiraram dúvidas e expuseram situações de ambiente de trabalho e receberam orientações dos procedimentos jurídicos para o pleito pleno de seus direitos.
O Dr. Noa Piatã, além de ter escritório na cidade de Curitiba, atende semanalmente, em Paranaguá, junto ao escritório de advogacia do Dr. Dermot, na Avenida Gabriel de Lara.

DONOS DE CANTINAS SÃO OBRIGADOS A DEIXAR ÁREA DO PORTO DE PARANAGUÁ



Donos de cerca de 18 cantinas em uma área do Porto de Paranaguá protestam contra uma medida, segundo eles autoritária, por parte da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Os comerciantes dizem terem sido colocados para fora do local sem nenhuma notificação oficial.
Por sua vez, a Appa explicou que as cantinas eram irregulares e a medida foi tomada por meio de um pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que solicitou a regularização de uma área que foi invadida. A demanda do MP faz menção, ainda, a existência de prostituição infantil nas redondezas da área, de acordo com a assessoria de imprensa da Appa.
Comerciantes na bronca
“Estamos há 30 anos aqui fazendo lanches e cafés aos portuários. Ontem vieram verbalmente falar que tínhamos que desocupar a área sem direito a nada. Queremos ao menos uma indenização ou poder ir a outro lugar. Como vamos sustentar nossas famílias, saindo assim do nada?”, questionou Juliana Colaço de Oliveira, representando os demais comerciantes.
Segundo Juliana, na manhã de hoje um caminhão e um trato estão retirando as cantinas, com apoio da guarda portuária. “Nós temos comprovante de água e de luz, não é assim que tem que ser feito. Ninguém pensa nas famílias que serão afetadas”, lamentou.
Confira a resposta na íntegra sobre o caso por parte da APPA
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) iniciou na manhã desta terça-feira (06) a retirada de cantinas irregulares que estão instaladas em áreas da Appa. A ação atende uma demanda do Ministério Público que tem questionado a Appa sobre a necessidade de regularização da área invadida. A demanda do MP faz menção, ainda, dA existência de prostituição infantil nas redondezas da área. Ao todo, 18 cantinas e outros tipos de comércio serão retirados do local, nas imediações da avenida portuária.
Em gestões anteriores, estas áreas públicas foram concedidas para amigos e parentes, sem licitação e em condições ilegais. Para piorar a situação, alguns comércios não têm ligações de esgoto e água regulares, apresentando alto risco sanitário.
A Appa tem avisado previamente os proprietários sobre a retirada dos comércios irregulares e está providenciando a remoção dos pertences daqueles que acataram a decisão de retirada. Como gestor público, é papel da Appa fazer cumprir as determinações legais e não quer, de forma alguma, causar prejuízos a quem quer que seja. As áreas públicas precisam ser restituídas e a instalação de comércios na região, no futuro, é possível, desde que seja regulamentado os serviços e o tipo de produto comercializado.



fonte: banda b / reportagem video tvci